Quanto ódio pode sair da mesma boca, que pode cerrar os mesmos punhos, punir o objeto odiado e ao mesmo tempo idolatrar seu ego.
Quanta culpa se acumula por esses pensamentos, esses desejos insanos, que devastam a mente e tentam manisfestar no corpo a sua expressão.
Torna-se público o que não se deve, e guarda-se em segredo o que realmente se teme.
Queremos nós destruir uns aos outros, ou apenas destruir a si mesmos.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
O Indignado
Apreciava o belo cachorro do outro lado da rua. Um buldogue inglês bonito e bem cuidado, o pelo bege brilhante com um rajado branco que fazia uma máscara nos olhos. O cachorro tava alí se encolhendo e fazendo força para sujar a calçada. O aparente responsável pelo cachorro estava 10 passos adiante, fingindo que não via o que o cão fazia.
Tomou uma atitude e atravessou a rua, perguntou ao vento:
- De quem é esse cachorro?
Não houve resposta. Então fez outra pergunta:
- Quem vai limpar isso aqui?
E o dono do cachorro com a alça da coleira nas mãos, 10 passos adiante, fingindo que não ouvia. Então o indiguinado, sacou um 38 velho e enferrujado e deu um tiro na testa do cachorro.
- BANDIT! - O cara a 10 passos gritou. O indignado completou:
- Agora já sabemos quem vai limpar isso.
Tomou uma atitude e atravessou a rua, perguntou ao vento:
- De quem é esse cachorro?
Não houve resposta. Então fez outra pergunta:
- Quem vai limpar isso aqui?
E o dono do cachorro com a alça da coleira nas mãos, 10 passos adiante, fingindo que não ouvia. Então o indiguinado, sacou um 38 velho e enferrujado e deu um tiro na testa do cachorro.
- BANDIT! - O cara a 10 passos gritou. O indignado completou:
- Agora já sabemos quem vai limpar isso.
domingo, 5 de abril de 2009
Gago
Se engasgou e perdeu a voz diante dela. Que era tão linda, doce e inteligente. Emudecia e gaguejava de nervoso na presença dela, nem a ritalina que tomava conseguia deixá-lo focado naquela situação.
Um dia ela lhe perguntou as horas, ele sequer conseguia dizer "meio dia", só acenava com a mão cortando o ar para indicar metade. Ela achou aquilo engraçado e convidou ele para almoçar. Ganguejando ele disse "sim". Ela falava e ele comia sem lhe olhar nos olhos, até que ela se deu conta de que ele não estava prestando atenção nela, ou simplesmente achou isso e falou:
- Você pode me dar um pouco de atenção?
- De-desculpe, é que que se-senão vai esfriar.
Ela ficou brava e foi embora, jogando os talheres e lhe deixando a conta.
Ele com cara de bobo, não conseguiu explicar que o que estava esfriando era seu amor platônico por ela.
Um dia ela lhe perguntou as horas, ele sequer conseguia dizer "meio dia", só acenava com a mão cortando o ar para indicar metade. Ela achou aquilo engraçado e convidou ele para almoçar. Ganguejando ele disse "sim". Ela falava e ele comia sem lhe olhar nos olhos, até que ela se deu conta de que ele não estava prestando atenção nela, ou simplesmente achou isso e falou:
- Você pode me dar um pouco de atenção?
- De-desculpe, é que que se-senão vai esfriar.
Ela ficou brava e foi embora, jogando os talheres e lhe deixando a conta.
Ele com cara de bobo, não conseguiu explicar que o que estava esfriando era seu amor platônico por ela.
Mesmo ferido o cão ainda ladra e morde
Um taco de golf faz um afago em sua rótula do joelho esquerdo, um tiro de 9mm um beijo em seu antebraço direito. Levanta o braço direito e leva um soco na boca. Antes que os dentes frontais caissem, indicava o cofre atrás da Monalisa falsa. Os gangsters riram de tamanho clichê e deixaram que o coitado se arrastasse até lá. Que abriu e tirou um bolo de notas que foi arremessando para cada um com o braço esquerdo em arremessos um tanto tortusos pois era destro. Quando entertidos em segurar as notas, sacou uma metralhadora israelense do fundo do cofre e com uma rajada apenas liquidou seus oponentes. largou a arma no chão, se escorou na parede e foi caindo aos poucos por causa da dor no joelho. quando caiu no chão, pegou seus cigarros no bolso do paletó, acendeu com seu isqueiro e disse:
- Hasta la vista baby. - E riu. Pois sabia que aquilo era muito clichê.
- Hasta la vista baby. - E riu. Pois sabia que aquilo era muito clichê.
domingo, 29 de março de 2009
Um dia.
Um dia teu corpo vai reclamar por todos os cereais e vegetais que nunca comeste. Por todos os bois, frangos e porcos que dividiste com os teus.
Um dia teu corpo vai responder com toda a força, por todos os maus tratos, pelas horas de exposição ao sol, pelo ácool com o qual atacaste teu fígado, pelas coisas inaladas, fumadas e injetadas.
Um dia teu corpo vai ser rude e deixar de responder aos teus mandos e desmandos e nesse momento, você vai se dar conta.
Está velho e vai morrer.
Um dia teu corpo vai responder com toda a força, por todos os maus tratos, pelas horas de exposição ao sol, pelo ácool com o qual atacaste teu fígado, pelas coisas inaladas, fumadas e injetadas.
Um dia teu corpo vai ser rude e deixar de responder aos teus mandos e desmandos e nesse momento, você vai se dar conta.
Está velho e vai morrer.
domingo, 22 de março de 2009
Martelo Orbital
Observava cautelosamente aquele artefato, pesava aproximadamente uns 12Kg, um cabo com mais ou menos 70 cm de comprimento e algo entre 1,5 e 2 polegadas de diâmetro, o peso do objeto concentrado em uma das pontas em um paralelepípedo em ferro, o cabo possivelmente de ferro com acabamento em tiras de couro marrom trançadas formando belas ondas; na outra ponta uma alça para que o objeto não escorregasse da mão quando manejado.
O tal objeto girava, e seu centro orbital era alguém que nem conhecia, pelos traços do rosto dava pra ver que era de uma tribo rival a minha, o objeto circundava a sua cabeça. Eu obeservava pasmo pois sabia que aquele martelo de guerra atingiria a minha cabeça em breve.
Mas tudo acontece tão lentamente, que reflito a respeito de minha vida e só me vem uma pergunta "Vale a pena morrer por tão pouco?".
O tal objeto girava, e seu centro orbital era alguém que nem conhecia, pelos traços do rosto dava pra ver que era de uma tribo rival a minha, o objeto circundava a sua cabeça. Eu obeservava pasmo pois sabia que aquele martelo de guerra atingiria a minha cabeça em breve.
Mas tudo acontece tão lentamente, que reflito a respeito de minha vida e só me vem uma pergunta "Vale a pena morrer por tão pouco?".
domingo, 8 de março de 2009
Sai daí, porra!
Encostou contra a porta do banheiro que não tinha tranca, forçava que a mesma continuasse fechada com as costas, deu uma distância de meio metro entre as pernas e depositou seu peso sobre o acesso. Com as mãos livres, se ocupou de abrir o zíper e escalar seu pau para fora.
Ela ajoelhada sobre os tênis dele para não se sujar naquele banheiro imundo cheio de baganas de cigarro, urina e papel higiênico. A posição que ela se encontrava não precisa de legenda para o que eles faziam alí.
Perto do Ápice, um toc toc na porta.
- Vamos sair daí, tem mais gente querendo usar o banheiro.
Quem estava dentro ignorou o pedido, e como aquele era o único banheiro fechado ao acesso masculino e existem necessidades que o mictório não atende, mais uma vez batidas na porta, mais fortes e menos espaçadas.
- Vamos sair porra! - Nesse exato momento,quem está dentro do banheiro goza, ele segura o braço da menina e a puxa para cima, já saindo com ela do banheiro, o de dentro do banheiro encara o primeiro da fila e diz:
- Obrigado! se você não tivesse pedido, acho que a porra nunca ia sair.
Ela ajoelhada sobre os tênis dele para não se sujar naquele banheiro imundo cheio de baganas de cigarro, urina e papel higiênico. A posição que ela se encontrava não precisa de legenda para o que eles faziam alí.
Perto do Ápice, um toc toc na porta.
- Vamos sair daí, tem mais gente querendo usar o banheiro.
Quem estava dentro ignorou o pedido, e como aquele era o único banheiro fechado ao acesso masculino e existem necessidades que o mictório não atende, mais uma vez batidas na porta, mais fortes e menos espaçadas.
- Vamos sair porra! - Nesse exato momento,quem está dentro do banheiro goza, ele segura o braço da menina e a puxa para cima, já saindo com ela do banheiro, o de dentro do banheiro encara o primeiro da fila e diz:
- Obrigado! se você não tivesse pedido, acho que a porra nunca ia sair.
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